"O Sporting tem a missão de chegar a todo o lado" - Luís Roque



Às portas da 3.ª edição do congresso internacional organizado em Alvalade, o responsável pela pasta da expansão, de 40 anos, traça objetivos futuros e identifica as “batalhas ganhas”, após as “revoluções” introduzidas pelos leões


‘The Future of Football’ terá, nos próximos dias 26 e 27, a sua 3.ª edição. Quais as principais notas de destaque?

Luís Roque – O Sporting volta a assumir o papel de líder na discussão do futuro do futebol no país. É um congresso diferente de todos os outros, porque se foca verdadeiramente nos problemas dos clubes. Terá um conjunto de grandes personalidades, tanto nacionais, como Luís Figo, Jorge Jesus ou Fernando Santos, como internacionais, caso do ‘Pacho’ Maturana, provavelmente o mais consagrado técnico colombiano de sempre. Tem uma matriz profundamente internacional, que tem vindo a densificar-se de ano para ano. Significa que estamos a chegar a todo o Mundo. O Sporting tem essa missão de chegar a todo o lado.

Sentem que existem, de facto, melhorias, em relação aos temas discutidos nos anos anteriores? 

Luís Roque – Felizmente, o que era o debate do futuro há alguns anos, hoje é quase a vivência do presente. Na altura, discutíamos até a tecnolo- gia da linha de baliza, que era uma forma até primitiva de discutir os avanços na arbitragem. Hoje, já se vai bem mais à frente. Vamos abordar não só a tecnologia, mas também as regras do jogo. O pensamento do Sporting nunca é de autossatisfação pelo que já foi conseguido, mas sim de ambição por mais. O congresso tem um interesse que extravasa o sportinguismo, é da preocupação de qualquer pessoa que goste de futebol.

O quarto e último painel diz respeito aos desafios para o futuro. Na perspetiva do Sporting, quais são os que urge resolver?

Luís Roque – Nesse ponto, trazemos quatro temas interessantes – um deles não me recordo de alguma vez ter sido discutido: a migração de jogadores. Não estamos a falar da transferência convencional, mas sim do adultério, sem qualquer tipo de escrúpulos, da idade dos jogadores, o que viola as regras internacionais. Vemos isso no continente africano, é absolutamente assustador. É um tema que não é popular nem pacifico, talvez por isso nunca tenha sido discutido. Uma das preocupações desta direção foi garantir que não se iria compactuar com essas práticas na formação. Em relação a este e outros problemas, já sabemos como podemos dar passos importantes para os resolver, agora é preciso crescer uma onda de pessoas a favor destas reformas. São pequenas revoluções, com grandes repercussões no futebol.


Bruno de Carvalho será orador num painel dedicado à ‘Gestão de Classe Mundial’. É nessa categoria que se ‘encaixa’ o atual Sporting?

Luís Roque – A gestão desta direção tem sido elogiada nos organismos internacionais. Os sportinguistas, melhor que ninguém, recordamse da grave situação do clube no passado. É impossível analisar uma área em que não se reconheça uma evolução brutal. Esse é o melhor exemplo de uma gestão de topo.

Nesse painel junta-se Oscar Moscariello, representante do Boca Juniors, outro clube centenário, tal como o Sporting. Como vê a introdução do vídeo-árbitro na final da Taça de Portugal, e a decisão do TAS de que os fundos são ilegais?

Luís Roque – Essas batalhas estão ganhas. Nas tecnologias, o que se tem de discutir agora são os ‘timings’ de implementação. Urge garantir a existência de mecanismos para tornar o mais isento possível o apito. Só nessa altura é que estaremos verdadeiramente a concorrer em igualdade com os nossos rivais.

TEXTOS RICARDO GRANADA
FOTOS MIGUEL BARREIRA
@Record.pt


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