Samico e a polémica na Luz: «Grave é Marta Soares ser atacado barbaramente»

Vice-presidente da Juve Leo aponta o dedo às claques ilegais


Daniel Samico, vice-presidente da Juventude Leonina, integrou a 'claque' de apoio a Portugal no encontro com a Hungria e diz não perceber o porquê de tanta polémica, lembrando que não houve desacatos mas apenas uma resposta a provocações.

"Interpreto [este caso] de uma maneira normal. Não vi propriamente qualquer tipo de desacatos, vi um grupo de adeptos do Benfica a provocar outros adeptos de outros clubes, que responderam. Vi coisas piores como atacarem o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, coisa que me parece estar a tentar ser escamoteada por estes acontecimentos. Não ouvi dentro do estádio cântico nenhum nem do FC Porto nem do Sporting. Ouvi sim de apoio à Seleção. Vi realmente um vídeo com provocações de parte a parte, mas não vi incidentes graves", referiu à SIC Notícias.

Questionado sobre os insultos ao Benfica à chegada ao Estádio da Luz, Samico admitiu que não é uma situação normal, mas voltou a lembrar as provocações: "Não acho normal [os cânticos insultuosos] e da parte da claque da Seleção não vi realmente cachecóis nem do Sporting nem do FC Porto. Agora também não acho normal um grupo de pessoas vir provocar outras. Convém realçar que isto passou-se a um ou dois quilómetros do estádio".

Claques ilegais na mira

O vice-presidente da Juve Leo apontou depois o dedo às claques ilegais, sem no entanto referir o nome do Benfica, mas dizendo que "toda a gente sabe quem são".

"As claques em Portugal estão legalizadas, à exceção de algumas que toda a gente sabe quem são, que continuam, a meu ver, com apoios mais fortes ainda do que as que são legalizadas. Continuam, se calhar, com transportes à borla, com bilhetes mais baratos… Umas claques seguiram o caminho da legalização, outras não, e se calhar são apoiadas pelos seus clubes. Deveríamos averiguar bem o que se passa. Umas são obrigadas e seguiram os trâmites normais, outras… Deveria ser igual para todas", explicou.

Samico reiterou por fim que a situação mais grave ocorreu em torno de Jaime Marta Soares, quando este teve de ser protegido pela polícia antes do encontro, à entrada do Estádio da Luz: "Nós fizermos a nossa parte: legalizar e ser a melhor claque portuguesa. Decidimos apoiar a Seleção e fomos criticados por isso, mas não oiço ninguém criticar um presidente da Mesa da Assembleia Geral de um clube ser atacado barbaramente por adeptos de outra equipa. Isso é que é grave".

Autor: Luís Miroto Simões\Jornal Record
Foto: Luís Manuel Neves
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