Dívida à Doyen já passa a barreira dos 15 milhões de Euros

Leões confirmam ao DN que a dívida, caso a tenham de pagar, já vai nos 15,3 milhões de euros referentes aos processos de Rojo e Labyad. A dívida inicial era de 12 milhões


Neste momento, segundo Carlos Vieira, vice-presidente para a área financeira do clube de Alvalade, o valor em dívida do Sporting, no total, já com juros, e relacionado com os processos relativos aos futebolistas Marcos Rojo e Zakaria Labyad, situa-se nos 15,3 milhões de euros, ainda assim um montante inferior aos prémios que o Sporting tem de receber da UEFA - 18,2 milhões de euros. A verba não vai de encontro aos cálculos da Doyen, cuja fonte oficial garante ao DN que o valor em dívida com juros incluídos está nos 15,6 milhões de euros.

Os prémios conquistados pelo Sporting nas provas europeias estão retidos, como refere Carlos Vieira ao DN, no Office des Poursuites, uma espécie de tribunal de execuções suíço e cujo equivalente aproximado em Portugal é o Tribunal do Comércio. Esse dinheiro está sob a tutela daquele organismo helvético enquanto se aguarda por uma decisão final, pois a Doyen intentou em território nacional, como sustenta o Sporting no seu mais recente relatório e contas, uma ação no Tribunal da Relação de Lisboa que visa o reconhecimento da sentença decretada pelo Tribubal Arbitral do Desporto (TAS). O Sporting, após ser intimado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, deduziu uma oposição que tem como intenção "obter uma declaração de ilegalidade no pedido de reconhecimento de sentença estrangeira efetuado nos tribunais portugueses", esclarece Carlos Vieira chamando à atenção para o facto de a UEFA e da FIFA se terem constituído como assistentes.

Fonte oficial da Doyen, confrontada com esta ação, limitou-se a dizer que o fundo de investimento aguarda que "o Sporting pague voluntariamente" a verba em falta após a sentença do TAS e confirmada pelo Supremo Tribunal da Suíça.

O Sporting rescindiu unilateralmente dos acordos com a Doyen em setembro de 2014, precisamente na altura em que transferiu o argentino para o Manchester United a troco de 20 milhões de euros, não reconhecendo os 75% do passe que a Doyen detinha por considerar que a entidade interferia "com a vida interna do clube" e violava "a lei e moralidade".

Quando se efetivou a transferência, o Sporting liquidou junto do fundo de investimento os 4,5 milhões de euros que a Doyen tinha adiantado para a contratação de Rojo ainda no consulado de Godinho Lopes.

A 21 de dezembro de 2015, o TAS decidiu a favor da Doyen, que reclamava inicialmente 10,05 milhões de euros de Rojo e 1,955 milhões de euros referentes a Labyad que também tinha chegado a Alvalade com a ajuda da Doyen e cujo contrato também tinha sido denunciado pelos leões no dia em que o fizeram em relação a Rojo e pelas mesmas razões.

Entretanto, o Sporting apelou para o Supremo Tribunal da Suíça que confirmou em dezembro passado a sentença do TAS. Contas feitas, até ao último dia de 2016 os juros sobre os cerca de 12 milhões de euros reclamados inicialmente já vão em mais de três milhões de euros e ainda não pararam, pois o pagamento ainda não foi feito.

Refira-se como nota complementar que o Sporting precaveu quando transferiu o argentino Marcos Rojo para o Manchester United, 20% de uma mais-valia acima dos 23 milhões de euros. Contudo, o TAS condenou o Sporting a pagar 75% dessa eventual mais-valia à Doyen.

@DN.PT
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