Gonçalo Nascimento Rodrigues: «O Sporting é dos sócios e de mais ninguém»

Concorrente ao Conselho Leonino apresenta-se contra os ‘senadores’


RECORD – Afirmam o valor da isenção relativamente às duas candidaturas ao Conselho Diretivo. Elas comportam, no entanto, listas ao Conselho Leonino (CL) que são vossas concorrentes…

GONÇALO NASCIMENTO RODRIGUES – Chamem-me ingénuo mas eu não consigo ver as coisas assim. Lamento. No final do dia somos todos sportinguistas. Agora, há um ponto que nos parece muitíssimo importante. Se os sócios se revêem nas nossas propostas, têm de votar em nós. Se querem um CL mais independente e mais transparente, têm de votar em nós. Porque há diferenças entre as três listas.

R – Nesse caso, o que marca a diferença na vossa lista?

GNR – Caberá aos sócios perceber as diferenças. Mas esta é basilar: sendo o objetivo do CL contribuir com ideias e propostas, nós preocupámo-nos em ter pessoas com enorme experiência em gestão de empresas, na área financeira, em marketing e comunicação, na banca, em auditorias. É uma marca distintiva da nossa candidatura. Se olharmos para os nomes que estão nas restantes listas, tenho muitas dúvidas de que tenha havido sequer essa preocupação. O CL não é lugar de senadores, lamento. Não é. Aliás, posso ler-lhe o que disse em 2013 João Mesquita Trindade, cabeça de lista da lista B [Bruno de Carvalho], que é o mesmo desde 2011: ‘Os conselheiros eleitos não podem sentir-se como sócios de elite, são sócios como os demais.’ Sócios como os demais são os da lista C.

R – Não estão na lista B nestas eleições?

GNR – Nem na A. Nós, sim, somos sócios como os demais. Como todos os outros. Que nunca abandonaram o Sporting nem tiveram relação com um órgão social. Não tenho a menor dúvida de que o atual presidente do Conselho Diretivo se revê nesta máxima. Todos nós sabemos de onde é que o presidente veio. É de onde todos nós vimos, da bancada, do apoio constante, diário, intransigente aos interesses do Sporting. A nossa lista representa a pluralidade do clube, os sócios anónimos.

R – Já se reuniu com Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues. Considera como sportinguista que são dois bons candidatos?
GNR – Tenho opinião enquanto adepto mas enquanto candidato a conselheiro acho que não a devo veicular publicamente. Se nos queremos manter como lista independente que somos, não é de todo correto pronunciar-nos sobre os candidatos. Não o vamos fazer.

R – Pretendem ser a voz dos adeptos, dos sócios. É utopia pensar que são eles que mandam nos clubes hoje em dia?

GNR – O Sporting Cube de Portugal é dos sócios. Não é de mais ninguém. Se o Sporting não fosse dos sócios, nós hoje não estávamos aqui. Ninguém nos impediu, ninguém nos apontou uma arma à cabeça. Ficou mais do que claro em 2013 que o Sporting é dos sócios. O Conselho Diretivo [de Godinho Lopes] caiu por força dos sócios. Não foi de mais ninguém. Não houve elites, interesses de terceiros, patrocinadores a quererem influenciar. Foram os sócios.

R – Começou com o Movimento Dar Rumo ao Sporting, de André Patrão e…

GNR – … Miguel Paim. Sócios, como nós. Que na altura tiveram essa capacidade de mobilização, por algo em que acreditavam profundamente. Nós estamos a procurar fazer a mesma coisa para o Conselho Leonino.

R – Era possível dois sócios promoveram a queda de uma direção no Benfica ou no FC Porto?

GNR – Não faço a menor ideia, nem estou interessado em saber. Eu preocupo-me com o Sporting. E os valores da democracia, da participação identificam-nos. Como as questões da formação, do empenho, da valoração desportiva, humana, social. O resto não me diz respeito.

Autor: Vítor Almeida Gonçalves
@Record.pt\Foto: Paulo Calado
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