Em Junho de 2015: Agente de Nélio Lucas ligou a Godinho Lopes a dizer que poderia ter "problemas" com adeptos do Sporting

Ex-presidente dos leões confirma que nunca pediu, nem precisou de segurança pessoal.


O ex-presidente do Sporting Clube de Portugal Godinho Lopes afirmou hoje, durante o julgamento da Operação Fénix, que nunca pediu nem nunca precisou de segurança pessoal.

"Nunca pedi, nunca usei e nunca precisei [de segurança pessoal], referiu Godinho Lopes, ouvido pelo Tribunal de Guimarães na qualidade de testemunha.

Godinho Lopes, que falou por videoconferência, contou que em junho de 2015, após ter sido ouvido no Tribunal Arbitral do Desporto, na Suíça, alguém ligado ao agente de futebol Nélio Lucas lhe ligou a dizer que poderia "ter problemas" com adeptos do Sporting à chegada do aeroporto e que, por isso, teria lá alguém para o proteger.

O ex-presidente do Sporting disse que recusou o auxílio, por considerar que "não fazia qualquer sentido", uma vez que nunca tivera quaisquer problemas com os adeptos.
Mesmo assim, à chegada deparou-se com um homem que lhe disse que estava ali para o "acompanhar", relatou.

"Tivemos uma conversa rapidíssima, disse-lhe que se podia ir embora porque não precisava de ninguém e fui embora com o meu filho", acrescentou Godinho.

Segundo a acusação, o sócio-gerente da empresa de segurança privada SPDE, Eduardo Silva, determinou que fosse efetuado um serviço de proteção pessoal a Godinho Lopes, tendo pedido "quatro homens" para fazer esse serviço. Pagaria 100 euros a cada um por oito horas de serviço. A "Operação Fénix" é um processo relacionado com a utilização ilegal de seguranças privados.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt
Share on Google Plus

Sobre Smile Brain

Portal de informação diária relacionada com o Sporting Clube de Portugal. Artigos, Reportagens e Exclusivos relacionados com a maior potencia desportiva nacional.