Paulo Oliveira voltou a ter espaço no Sporting

Titularidade do central abre via à melhoria salarial congelada em 2016. Vínculo termina em 2019 e deve ser revisto após as eleições


O ressurgimento de Paulo Oliveira como primeira escolha para o treinador Jorge Jesus, na sequência do declínio exibicional de Rúben Semedo, está a levar a SAD liderada por Bruno de Carvalho a repensar o futuro do atleta, que termina o seu vínculo laboral com a sociedade no final da época 2018/2019, o que deverá ser feito, ao que tudo indica, depois do ato eleitoral.

Tapado desde que a dupla formada por Coates e Rúben Semedo se afirmou no centro da defesa, concretamente a partir de janeiro de 2016, Paulo Oliveira tem visto o seu nome constantemente relegado para a última posição na hierarquia dos centrais, ultrapassado que foi igualmente pelo reforço Douglas. Porém, a entrega ao trabalho e a falência das respostas dadas pelos concorrentes de posto conduziram-no de novo à ribalta, levando a SAD a recuperar o dossiê da renovação do contrato, que chegou a estar alinhavado no final da primeira temporada em Alvalade. Então, em 2015, como O JOGO oportunamente deu conta, fruto do salário anual bruto de 250 mil euros brutos, os dirigentes leoninos consideraram subir o vencimento do atleta de 25 anos para os 450 mil euros brutos por temporada, quando o defesa era um dos indiscutíveis de Marco Silva. Além do prolongamento do vínculo por mais uma ou duas temporadas, a alteração da cláusula de rescisão fixada em 45 milhões de euros estava igualmente a ser estudada.

Agora, o contexto volta a ser favorável a Paulo Oliveira, que, recentemente, refira-se, foi dado como elemento dispensável, sobretudo por parte de Jorge Jesus. A Alvalade chegaram várias propostas de cedência por empréstimo na reabertura do mercado de transferências em janeiro. No entanto, a sociedade que gere o futebol verde e branco só admitia uma negociação dos direitos económicos do jogador a título definitivo, solicitando uma verba na ordem dos cinco milhões de euros. Os franceses do Nantes, comandados por Sérgio Conceição, e os espanhóis do Alavés foram alguns dos clubes que manifestaram interesse em acolher o defensor nos seus quadros. Entre as exigências financeiras do Sporting e a indisponibilidade dos pretendentes em satisfazê-las, Paulo Oliveira acabou por permanecer sob orientação de Jorge Jesus.

O regresso do famalicense ao onze no último duelo da Liga frente ao Rio Ave, abriu-lhe novas perspetivas, que na presente estação conta apenas com 12 encontros disputados, metade deles no campeonato e dois na Liga dos Campeões, concretamente com o Borússia de Dortmund e Légia Varsóvia. Na Amoreira, frente ao Estoril, Paulo Oliveira tem deverá manter a condição ganha no último fim de semana.

Invencível na Liga desde 2015

O último ano tem sido aziago em termos de utilização para Paulo Oliveira, que caiu para as segundas escolhas e viu a dupla Sebastián Coates-Rúben Semedo impor-se durante a segunda metade da época transata. Contudo, o famalicense ganha agora uma nova vida e, na Amoreira, vai defender uma invencibilidade no campeonato. Com efeito, o último jogo que o central perdeu na prova foi para o União da Madeira, a 20 de dezembro de 2015. De lá para cá, o nortenho disputou 12 confrontos na I Liga, saindo sempre com pontos no bolso.

Fotografia: Hélder Santos/Aspress/Global Imagens
Por Rui Miguel Gomes\Jornal OJOGO

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