“Balneário do Sporting demonstra grande caracter” - Guilherme Pinheiro

Quanto à Academia, vai ao pormenor e garante: “É do Sporting”.



O administrador da SAD, 44 anos, sai em defesa da equipa e de Jorge Jesus, considerando que ataques de Madeira Rodrigues são motivados por vingança. Quanto à Academia, vai ao pormenor e garante: "É do Sporting".

RECORD: Pedro Madeira Rodrigues já anunciou que Jorge Jesus não será o seu treinador. Como administrador da SAD , crê que é um fator de desestabilização?

GUILHERME PINHEIRO – Tem-se notado uma insistência crescente no pré-anúncio do despedimento do treinador. É também referido um novo diretor-desportivo, um novo diretor de scouting. Este tipo de comentários e de ataques constantes poderiam ser muito prejudiciais. Mas a equipa, o grupo, o balneário do Sporting tem grande solidez e é constituído por pessoas que têm um grande caráter. Não se deixam afetar por este tipo de manobras cujo único objetivo é obter benefícios eleitorais imediatos. Esta atitude de vingança pelo facto de Jorge Jesus fazer parte da Comissão de Honra de Bruno de Carvalho contrasta com a atitude que o presidente teve em 2013, mesmo tendo sido visado e com dureza, numa conferência de imprensa, pelo então treinador Jesualdo Ferreira. Há uma diferença grande entre quem coloca acima de tudo os interesses do clube e quem parece privilegiar apenas os seus interesses.

R: É o caso de Madeira Rodrigues?

GP – Os ataques a Jorge Jesus resultam, por um lado, de um sentimento de vingança e, por outro, de ele julgar que esta atitude lhe trará benefícios eleitorais pessoais.

R: Têm sido levantadas dúvidas quanto à propriedade da Academia, de que é diretor. A quem pertence: ao Sporting ou aos bancos?

GP – Já existia um leasing sobre a Academia. Logo, mesmo que isto fosse uma venda e a Academia deixasse de ser do Sporting, não teria sido esta direção nem esta administração a contratar esta operação e a fazer a venda da Academia.

R: O que aconteceu foi uma substituição do leasing que existia?

GP – No âmbito da reestruturação financeira, foi feita a consolidação de três créditos que estavam relacionados com a Academia, ou seja, o leasing que já existia e mais dois outros empréstimos, que foram relocados.

R: Fundidos num só?

GP – Exatamente. Quando chegámos o leasing tinha uma taxa de 2,15% e o montante em dívida era de 4,394 milhões de euros, com um prazo remanescente de quatro anos e meio. O que fizemos no final de 2014, quando fechámos a assinatura dos contratos com os bancos, foi incorporar 9 milhões de euros de outras linhas de dívida que já existiam quando esta direção assumiu, e o prazo do novo leasing, para além de ter uma taxa de 1%, ficou em 20 anos [2034]. O montante pago aos bancos anualmente em reembolsos e juros é semelhante. Não foram prestadas garantias adicionais.

R: Essa operação alterou a propriedade da Academia?

GP – Resultou de negociações duras e muito sérias com os bancos. Não houve qualquer alteração da propriedade da Academia. Nem há, a não ser que houvesse incumprimento global por parte do Sporting, um risco de perda da Academia. Portanto, a Academia é do Sporting. É como ter um leasing de um carro. Se pagar a renda, o carro é meu. Se não pagar, será da entidade financiadora. Com a reestruturação, criaram-se condições para que não entrássemos em incumprimento. Chocou-me de forma profunda a manifesta ignorância das declarações sobre esta temática. Revela grande impreparação para quem aspira a liderar o Sporting.

R: Refere-se a declarações de Madeira Rodrigues sobre a recompra da Academia?

GP – Certo. Que resultarão de toda a direção candidata. Não foram declarações verdadeiras. Tinham um objetivo eleitoralista, de tentar ganhar votos.

R: Madeira Rodrigues defende que a formação do Sporting foi ultrapassada pelos rivais. Como comenta, na qualidade de diretor da Academia?

GP – Atualmente as equipas de formação do Sporting, nas competições nacionais, lideram todos os escalões em que estão inseridas. Apesar daquilo que se tenta veicular, quer essa candidatura, quer acima de tudo, julgo eu, clubes rivais, nas últimas convocatórias para as seleções nacionais aquilo que nós vemos é o Sporting continuar a liderar nos jogadores que são chamados.

Por Vítor Gonçalves
@Record.pt
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