Sporting no Turcifal: um quintal a pensar em todos



A escola está a ganhar dimensão num concelho onde a concorrência é muita, pois Torres Vedras tem 25 clubes registados na Associação de Futebol de Lisboa


Uma pedrada no charco: esta foi a forma como a Escola Academia Sporting (EAS) do Turcifal, cujo diretor e fundador é Nélson Pereira, treinador de guarda-redes dos leões, entrou em ação, seguindo a metodologia aplicada pela casa-mãe, o Sporting, num concelho onde clubes não faltam. Com 25 emblemas registados na Associação de Futebol de Lisboa - só mesmo a capital, com 56, e Sintra, com 30, têm mais -, Torres Vedras oferece grande oferta às crianças da região, mas os métodos e a política desportiva acabaram por convencer miúdos e graúdos. Com 11 anos e há três na Academia Turcifal, João Caetano aponta diferenças. "Estava no Janitas/Torres Vedras e quis sair.

Aqui trabalham-se mais coisas e de outra forma, a forma de pensar o jogo e a posse de bola são questões importantes. Sinto que evoluí muito", explica o ainda aspirante a craque, algo que Alexandre Silva, com 14 anos mas já nos sub-17, também refere: "Estou há quatro anos na escola e melhorei muito. Os treinadores aqui trabalham de outra forma connosco. Sinto que nos valorizamos mais, ficamos melhor preparados." Concordando, Ricardo Tubarão, pai de José Maria Tubarão, que atua ainda nos sub-10, afirma: "A formação aqui é muito diferente, por exemplo, do que acontece no Torreense. Aprende-se muito em termos técnicos e táticos, e os miúdos ficam com maior perceção do que acontece no campo."

Emanuel Pinheiro, coordenador da Academia Turcifal, explica a razão do sucesso. "Em Torres Vedras, há 17 campos sintéticos, muitos clubes e todos têm formação, mas desestruturada. E nós valorizamos a metodologia, que tem de ser diferenciadora. O serviço que oferecemos tem de se distinguir não só no treino como na forma de estar, na forma como tratamos os miúdos", declara. "Infelizmente, ainda há muitos sítios em que o futebol de formação é visto de forma muito próxima ao futebol sénior, e onde os métodos que se utilizam não são ajustados à realidade dos miúdos", defende, frisando que "a linha orientadora do projeto é um fator de grande diferenciação". "Há muitos sítios onde isso não existe, onde cada equipa é o seu quintal, não há uma linha comum de escalão para escalão", afirma.

Fotografia: PEDRO_ROCHA
@Jornal OJOGO
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