Romeu Filemon «Orgulhoso» em ter descoberto Papel e Gelson.

A transferência de Ary Papel e Gelson para o Sporting de Portugal continua a orgulhar todos os que contribuíram e trabalharam para o sucesso destes jovens, apostaram no talento e nas qualidades técnicas dos mesmos, para augurarem carreiras promissoras.


O técnico Romeu Filemon revelou ao que quando 'arriscou' nos dois atletas, previu em vários momentos, sobretudo nas conversas com os elementos da sua equipa técnica, que os jovens dificilmente ficassem muito tempo no futebol angolano.

O nome do ex-treinador do 1º de Agosto, 2012 e 2013, é sempre omitido quando se fala da ascensão destes dois talentos, mas diz estar tranquilo porque o facto de não ser mencionado, o feito está à vista de todos , e ninguém é capaz de apagar o passado.

"Há pessoas, que antes e agora, estão a falar muito, mas não conhecem a verdadeira história que está por detrás do aparecimento destes jogadores. Isto, não me incomoda porque tenho 100 por cento de responsabilidades no lançamento do Ary Papel, e 80 por cento no caso do Gelson", enalteceu.

A memória de Romeu Filemon processa rápido, e num ápice, leva-o de volta à um sábado de 2011, quando uma mera coincidência lhe deu a oportunidade de descobrir o jovem Papel, nos juniores do 1º de Agosto.

"Eu estava praticamente contratado, e já tinha entregue à direcção a lista dos jogadores que queria no plantel, depois do que vi naquele dia, chamei o garoto que eu não conhecia, e disse-lhe que ia de imediato jogar nos seniores", recordou.

As lembranças fazem subir a emoção do técnico e o seu tom de voz se eleva porque tinha ido ao Catetão com um propósito, ver um jogador de que lhe tinham falado, e lá descobriu quem era a verdadeira "jóia" dos juniores.

"Fui ver o jogo Santos - 1º de Agosto, e fiquei espantado ao observar um médio que fintava todos e estava a jogar muito, quando o jogo terminou fui falar com ele, porque queria-o como reforço, em 2012", recordou.

O desempenho do jovem atleta na pré-época dissiparam todas as dúvidas de Romeu Filemon, ainda assim, guardou o atleta durante quase toda a primeira volta. "Na 11ª. jornada aconteceu o clássico, e lembro-me como se fosse hoje", recorda com saudades, revelou de seguida as orientações que passou ao garoto.

"Eu disse ao Ary Papel: 'miúdo vais entrar, este é o teu jogo', os meus colegas da equipa técnica concordaram comigo e lançamoslhe na segunda parte. Demos-lhe a primeira oportunidade, no maior jogo do nosso futebol e ele não defraudou, ganhamos por 20, dois passes dele para o Mingo Bille e o Jiresse", enalteceu.

O técnico saiu do clássico, ciente de que tinha de rentabilizar mais a jovem promessa, preferiu ser cauteloso para não forçar o estreante atleta a queimar etapas decisivas.

"Ele teve de aguardar quatro meses ,para fazer o seu primeiro jogo no campeonato, mas depois tivemos de protegê-lo por causa do brilharete que fez no jogo com o Petro. Depois começou a entrar de maneira paulatina", argumentou.

Quanto ao Gelson, Filemon reparte os louros com o Comandante Prata e admite que sem a ajuda do então vice-presidente da FAF, o avançado talvez nunca chegasse tão rápido aos seniores do 1º de Agosto.

"Em 2013, o Comandante Prata estava no Brasil com uma das nossas selecções de formação, e foi ele que a partir de lá me ligou, a dar-me o toque. Fiquei admirado com os elogios que ele fez do rapaz, porque nunca ninguém me tinha falado dele", lembrou com modéstia.

As referências do Comandante chegaram e bastaram para chamar Gelson aos seniores, mas o técnico teve de contentar-se em vê-lo treinar. "Infelizmente, surgiram situações administrativas e depois acabei por ser despedido. Quando o Faquirá chegou, a situação estava resolvida e ele começou a jogar e em pouco tempo, comprovou todo o potencial que tinha", rematou.

 @Jornal dos Desportos
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