Academia leonina em destaque no 'New York Times'



Reportagem da publicação norte-americana elogia a formação leonina e destaca Ronaldo


"Não queremos que eles [jovens de Alcochete] sejam profissionais aos 14 anos. Queremos que ainda sejam profissionais aos 20". Esta é uma das frases marcantes do trabalho que o 'New York Times' (NYT) fez sobre a Academia de formação do Sporting. Este foi, de resto, um dos 'segredos' que Virgílio Lopes, diretor da Academia, revelou ao NYT acerca do método aplicado em Alcochete. Um método que permitiu à publicação norte-americana dizer, por exemplo, que "Ronaldo é o grande achado de [Aurélio] Pereira, mas está longe de ser o único".

Melhores do que Barcelona, Real Madrid ou Manchester United?

O NYT fez uma reportagem extensa sobre uma Academia "que é destacada pelo Centro Internacional de Estudos Desportivos como mais produtiva do que a do Barcelona, Real Madrid ou Manchester United". Virgílio Lopes, Luís Martins e Aurélio Pereira, os três atuais rostos do 'viveiro' de Alcochete, foram os mais destacados nesta reportagem. Eles e Ronaldo, claro.

A história da vinda para Lisboa do agora craque do Real Madrid, para o NYT, "pode ser contada como um conto de fadas, mas deve ser entendida como um case study". E foi este 'study' que o jornal norte-americano tentou perceber junto dos responsáveis da Academia do Sporting. Virgílio Lopes confidenciou que clubes de todo o mundo visitam a Academia, procurando reproduzir um modelo de sucesso: "Contamos tudo o que podemos". "Bem, contamos quase tudo o que podemos", corrigiu.

'Não' ao método do Barcelona, 'sim' aos métodos menos tradicionais

Um dos focos deste trabalho do 'New York Time's foi a estratégia que leva a que de Alcochete não saia um jogador, de quando em vez, mas sim vários de uma vez. "O staff do Sporting incorpora elementos menos tradicionais", avança, aludindo ao futebol-squash e ao futevólei que Luís Martins diz "ajudarem [os jogadores] na tomada de decisão livre".

Acerca do tão famoso método do Barcelona – aplicar um modelo e uma ideia de jogo comuns, desde as escolinhas até aos seniores –, Luís Martins defendeu que, em Alcochete, não consideram essa abordagem importante, dado que "os jogadores devem estar aptos a jogar em diferentes cenários, porque é o que os profissionais devem fazer".

Aurélio, o 'caça-talentos'

Luís Martins defendeu ainda, ao NYT, que uma das chaves do sucesso é o recrutamento e que, nessa área, ninguém é melhor do que o Sporting. E acerca de recrutamento, fala-se de (e com) Aurélio Pereira, que explicou o método de construção do gabinete de recrutamento, em 1987: "Falei com treinadores, árbitros, bombeiros e polícias, sobre os jogadores mais promissores", disse, antes de acrescentar: "Trouxemos os melhores para Lisboa, para treinar. Foi assim que nos tornámos o primeiro clube em Portugal a organizar scouting jovem a nível nacional".

E foi desta forma, escreveu o 'New York Times', que Aurélio Pereira "construiu uma base de dados tão fiável que, ouvindo falar de um miúdo promissor de 12 anos – numa ilha mais próxima da costa africana do que de Lisboa –, o presidente de um núcleo do Sporting pôde escrever ao clube, aconselhando-os a olhar para aquele rapaz".

@Jornal Record
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