“Devo toda a minha projecção cultural e social ao Sporting” - Vasco Resende

Com mais de 62 anos de carreira, e um currículo ímpar, Vasco Resende, antigo director do Jornal Sporting, foi distinguido com a Medalha de Mérito Desportivo


Tudo começou com uma carta enviada ao director do jornal Record nos seus tempos de adolescência. O motivo era ‘forte’ e, segundo o próprio, obrigou¬ o a escrever um protesto: o selecionador nacional não havia convocado, para surpresa de muitos naquela altura, o ponta direito do Oriental, Pedro Duarte, um amigo pessoal e grande Sportinguista. Qual não foi o seu espanto quando, dias depois, viu a sua carta transformada num artigo de fundo publicado naquele jornal desportivo.

Fortuita ou acidental, conforme preferir, esta foi a primeira experiência jornalística de Vasco Resende, que em 1954, já com 20 anos assinalados no bilhete de identidade, começou a construir a sua carreira nas páginas do Jornal Sporting. Uma ligação que começou, inicialmente, nas funções de colaborador permanente, mas que se estendeu, alguns anos mais tarde, a director do jornal do Clube que sempre amou, numa época em que dividiu o cargo com as funções de vice-presidente para o futebol dos leões (1973/74).

Pelo meio, construiu uma reputação com créditos firmados em diversos jornais, como o ‘Diário Ilustrado, ‘Diário de Notícias’, ‘Norte Desportivo’, ‘Jornal Novo’, ‘A Tarde’, ‘Tempo’, ‘O Século’, ‘Semanário Desportivo’, ‘A Bola’, ‘O Jornal’, ‘A Capital’ ou o ‘Semanário’, entre outros órgãos de informação regional e nacional. Foi ainda fundador da ‘Gazeta dos Desportos’ (diretor adjunto — 1981) e do ‘Diário Desportivo’ (Diretor — 2006/2007).

Ao fim de 62 anos de carreira, milhares de entrevistas, artigos e reportagens, foi na passada quinta-feira distinguido pela Câmara Municipal de Lisboa com a Medalha de Mérito Desportivo, atribuída por unanimidade, além de ainda ter sido nomeado patrono do Torneio de Futsal da Cidade, que irá realizar- se entre 19 de janeiro e 18 de junho de 2017.

As palavras do vereador do desporto, Jorge Máximo, são peremptórias: “É uma justa homenagem a um homem que fez muito pelo desporto na cidade de Lisboa”, justificou após a entrega da distinção. Vasco Resende não escondeu a sua emoção, que teve um agradecimento especial.

“Devo toda a minha projecção cultural e social ao Sporting. Graças à minha actividade, neste caso ao Sporting, conheço o Mundo de uma ponta à outra. A atribuição da Medalha de Mérito Municipal recompensa o meu trabalho ao serviço do Clube que amo desde os meus 6 anos, idade com que, pela mão do saudoso e recém-falecido Joaquim Campos, o melhor árbitro português de todos os tempos, fui ver um jogo do Sporting em que alinhámos com um ataque inesquecível: Mourão, Soeiro, Peyroteo, Pireza e João Cruz”, contou o jornalista em declarações exclusivas ao Jornal Sporting, que ainda hoje lê com regularidade.

Dúvidas houvesse quanto ao seu Sportinguismo, Vasco Resende nem hesita em garantir-nos: “Na minha família não entra ninguém que não seja do Sporting. Já disse aos meus netos que não estão autorizados a namorar com pessoas de outro clube (risos)”.

É caso para dizer: “À leão!”.

Por Jornal Sporting
Foto: CML
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