Antigos jogadores e dirigentes preocupados com os maus resultados

As expectativas criadas pela estrutura liderada por Bruno de Carvalho e o treinador Jorge Jesus são a principal causa apontada para a frustração vivida por estes dias pelo universo leonino

Treinador é o rosto mais visível entre os contestados; jogadores também sofrem na pele, acossados pelo fraco rendimento exibido até ao momento, enquanto Bruno de Carvalho vai ficando de fora.

Alarmes a soar em Alvalade à medida que a distância pontual vai aumentando para o primeiro classificado da Liga. As exibições tardam em aparecer a um nível semelhante ao da época passada, pelo que os antigos jogadores e dirigentes ouvidos por O JOGO sublinhem a ideia de que a contestação dos adeptos leoninos no final do encontro com o Tondela, anteontem, em Alvalade, foi um cartão amarelo para o treinador Jorge Jesus.
Sobre este, sempre nas objetivas dos mais críticos pelas opções tomadas na escolha de jogadores – assumindo o salário do técnico e o seu discurso a condição de argumentos recorrentes por parte dos detratores –, recaem boa parte das chamadas de atenção, mas os jogadores, a qualidade dos reforços e a estruturado futebol, liderada por Bruno de Carvalho também não escapam.

O ponto de partida para o que se viu no José Alvalade está na desilusão e frustração pelo defraudar de expectativas criadas. “As expectativas foram colocadas em alta. Pelo que foi feito, o Sporting tem de ser campeão nacional”, atira Fernando Mendes, corroborado por Carlos Xavier. “Uma equipa que pretende ser campeã nacional não pode perder pontos como Tondela, em particular em casa ”, defendeu. Rogério de Brito, antigo dirigente, sinaliza a “irracionalidade dos adeptos”, que não olham para o facto de a casa “não estar ainda arrumada” e querem “resultados o quanto antes”.

Daí que Rui Barreiro, conselheiro leonino e colunista de O JOGO, aponte que a aposta no mercado deveria ter sido “mais na qualidade do que na quantidade” e caso não se verifiquem alterações nas exibições e resultados a “contestação irá aumentar”. Jesus Oliveira, outro dos antigos dirigentes ouvidos pelo nosso jornal, vai mais longe e aponta um desfecho possível, caso nada mude nos próximos tempos .“A massa adepta tem de ser paciente nesta fase menos boa. Naturalmente, se as coisas continuarem assim, algo tem de mudar, porventura até o treinador”, considerou.

Bessone Basto, ícone das modalidades do clube, avisa os jogadores, lembrando que, agora, em Alvalade, sempre que os leões subirem ao relvado estarão sobre brasas. “Depende muito da bola entrar ou não. A contestação acontece sempre que há maus resultados”, constatou o antigo guarda-redes de andebol e atleta em diversos desportos aquáticos.

Fernando Mendes também deixa uma mensagem clara para os jogadores comandados por Jorge Jesus, os quais acusa de não conhecerem a história do clube, o que aponta ser uma lacuna considerável em termos de rendimento, como faz questão de enfatizar. “Para os nomes dos jogadores que vieram, têm de mostrar mais. O Sporting não é obrigado a ganhar, mas é obrigado a morrer em campo. Já não se ganha só com as camisolas”, rematou.

Por Rui Miguel Gomes
@Jornal OJOGO
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