Fokobó, o único excendentário que ficou por colocar

No Sporting só ficou com Fokobo por colocar. Benfica e FC Porto têm nove jogadores sem destino e que podem ficar encostados até à reabertura do mercado, em janeiro próximo.

Dava quase para fazer uma equipa: dez jogadores dos três grandes ficaram sem colocação após o encerramento do mercado de transferências e correm o risco de ficar a trabalhar à parte pelo menos até janeiro, altura em que o mercado reabre para os principais campeonatos europeus.

O Sporting é o clube que ficou com menos casos por resolver: só um jogador não tem colocação. Trata-se de Fabrice Fokobo, camaronês de 22 anos, que chegou a ser utilizado duas vezes por Jesualdo Ferreira na equipa principal.

Apesar de ter deixado boas indicações, Fokobo não mais jogou pela equipa principal, apesar de ter renovado contrato em 2014, até 2019. Na segunda metade de 2014--15 esteve cedido ao Arouca, mas na última época voltou à equipa B dos leões. Desta feita, não foi sequer inscrito na Liga. Noelia Aguilar, representante de Fokobo, esteve em Lisboa na última semana, mas não houve acordo para uma cedência a outro clube.

Resolvido ficou o enorme problema que constituía Zakaria Labyad, que neste último ano de contrato tinha um vencimento ilíquido de 2,4 milhões de euros.

Quintero queimou nova chance

Impressionou no Mundial de sub--20, chegou ao FC Porto com rótulo de craque, em 2013, mas rapidamente se tornou uma daquelas eternas promessas que não conseguem dar o próximo passo. Aos 23 anos, Juan Quintero está a treinar--se à parte depois de a SAD portista ter investido 9,5 milhões de euros no seu passe.

O colombiano renovou em janeiro, até 2021, mas logo em seguida foi dispensado pelo Rennes, clube ao qual tinha sido cedido, após ter recebido guia de marcha de Lopetegui.

Quintero foi reintegrado no plantel ainda treinado por José Peseiro, com perspetivas de entrar na equipa para 2016-17, mas ao fim de um mês de treinos Nuno Espírito Santo fez saber que não iria contar com o médio. O FC Porto ficará à espera de um clube que aceite pagar a maior parte do seu salário, após goradas hipóteses de empréstimo ao V. Guimarães e ao América, do México.

Outro caso que ficou por resolver no FC Porto foi o de Helton. O guarda-redes brasileiro foi informado, no início da pré-época, de que não seria incluído no plantel para 2016--17. No entanto, o ex-capitão portista tinha mais um ano de contrato e as partes não rescindiram o vínculo, que se prolonga até 2017.

Helton ainda não se pronunciou sobre o seu futuro e não deu nenhuma indicação de que pretenda terminar a carreira. O guardião terá 39 anos no final desta época, altura em que termina o vínculo que o liga ao FC Porto. Foi discutida a hipótese de Helton entrar diretamente na estrutura do clube, mas ainda nenhuma decisão foi tomada nesse sentido.

Outro guarda-redes sem colocação no FC Porto é Kadú. Em 2011, tornou-se o mais jovem atleta a representar o FC Porto, ao entrar para a baliza na Taça de Portugal, aos 16 anos. No entanto, nas três épocas seguintes ficou-se pela equipa B e na última temporada foi cedido ao Varzim, sem sucesso. Tem mais um ano de contrato e não foi inscrito.

Sobra Joris Kayembé. O extremo belga foi comprado em 2014, com o FC Porto a pagar 2,615 milhões de euros à empresa Danubio Finanzierungsleistungen und Marketing GMBH, por 85% do passe.

Na época passada o internacional sub-21 belga esteve emprestado ao Rio Ave, onde jogou com regularidade, mas não evoluiu o suficiente para ser opção no Dragão. No fecho do mercado esteve quase no Belenenses, mas um desacordo salarial impediu o empréstimo.

Taarabt: quase 14 milhões parados

Era uma aposta de risco do Benfica e o médio ofensivo marroquino tem mostrado porquê. Desde que rumou à Luz, em 2015, Taarabt, que custou 2,9 milhões de euros para assinar contrato, não fez um único jogo pela equipa principal e alinhou apenas sete vezes na equipa B. Os excessos fora do relvado, o peso a mais e o comportamento pouco profissional tornam Taarabt um problema para para resolver. Taarabt tem um salário ilíquido de 193 mil euros por mês, após o Benfica ter celebrado um contrato de 11,58 milhões por cinco épocas. Além disso, a cada 15 jogos o Benfica comprometeu-se a pagar 232 mil euros ao jogador, até um máximo de 464 mil euros em prémios de jogo. As águias não estão a pagar os prémios de jogo, por razões óbvias, mas Taarabt continua a ser um dos mais bem pagos na Luz.

O médio chegou a estar perto do Palermo - clube que nos últimos 14 anos teve 38 treinadores diferentes, oito dos quais na última época -, mas não houve acordo. Foi inscrito na Liga, mas não deve ser opção.

Mais quatro parados

Pelé esteve perto de ser cedido ao Wolverhampton, à boleia da crescente influência de Jorge Mendes no clube inglês, mas uma lesão impediu a cedência. O médio de 24 anos, contratado em 2015, esteve emprestado ao Paços de Ferreira e não entra nos planos das águias, por isso vai recuperar de lesão e sair em janeiro.

Um caso mais mediático é o de Rúben Amorim. Jogador sempre útil para Jorge Jesus na Luz, na última época esteve cedido ao Al-Wakrah, do Qatar, mas não gostou da experiência e regressou à Luz. As partes negociaram uma saída para o estrangeiro, mas não houve acordo. Tem mais dois anos de contrato.

Bilal Ould-Chikh, 19 anos, chegou à Luz com uma daquelas alcunhas que costumam dar mau resultado: novo Robben. Custou 1,25 milhões de euros, fez 13 jogos na equipa B e só foi inscrito na Liga nas últimas horas do mercado. Não conta para Rui Vitória.

Sobra Romário Baldé, avançado de 19 anos que esteve cedido ao Tondela. O Benfica procurou uma nova solução de empréstimo para o avançado, mas não houve acordo para a saída. Ainda assim, Baldé foi inscrito no fecho do mercado, embora não deva sonhar com mais do que algumas oportunidades na equipa B.

Fonte: DN
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